Trânsito

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cinco radares de Joinville são responsáveis por 21% das multas

Avenida Plácido Hugo de Oliveira foi a campeã de ocorrências. No ano passado, foram 224 mil autuações na cidade, o que significa 25 multas por hora

 Durante o ano passado, os radares de Joinville registraram uma média de 25 multas por hora na cidade. Os 127 equipamentos instalados somaram 224 mil infrações, sendo 21,3% delas registradas em apenas cinco aparelhos. O primeiro lugar no ranking é ocupado pelos dispositivos instalados na avenida Plácido Hugo de Oliveira, no sentido bairro para a BR-101, seguido pelo da rua Visconde de Taunay.
Até o primeiro semestre de 2017, o aparelho da Via Gastronômica estava no topo da lista, mas foi superado no segundo semestre pelo radar da zona Sul - que registrou quase o dobro de infrações da Visconde. Além dos radares já instalados, outros 13 - previstos no contrato - deverão começar a funcionar no próximo mês. Em 2016, o número de multas registradas foi de 182.722 - 22,6% menor que o contabilizado no ano passado.
Outros três equipamentos aparecem na lista dos que mais registram multas: no terceiro lugar está a avenida Plácido Hugo de Oliveira (no outro sentido da via), seguido pelo radar na esquina das ruas Florianópolis e Graciosa e, por último, o da avenida Marquês de Olinda, entre as ruas Benjamin Constant e a Timbó. Embora exista a lista com os cinco radares que mais multam, a Prefeitura não divulgou a quantidade de multas em cada aparelho.
" (Os radares) custam, em média, entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Da outra vez que divulgamos os números de autuações em cada aparelho houve vandalismo " explica G. F., diretor executivo do Departamento de Trânsito de Joinville (Detrans).
A maioria das autuações envolve infrações por excesso de velocidade. Menos recorrentes, entram na conta as autuações para motoristas que param sobre a faixa de pedestre ou furam o sinal vermelho, quando o aparelho está instalado em um semáforo. F. explica que o objetivo da instalação dos aparelhos não é a arrecadação de recursos, mas a prevenção de acidentes nos locais dos equipamentos.
" Quando a gente coloca um radar não prevê a quantidade de multas que ele irá aferir, mas a quantidade de acidentes que ele vai evitar "destaca F..
Segundo o diretor, o objetivo de evitar acidentes está sendo cumprido, já que onde há radares instalados, o número de incidentes quase zerou. A quantidade de ocorrências caiu e, quando existem, são menos graves. Com a divulgação do ranking, a Prefeitura pretende fazer com que os motoristas identifiquem os pontos de mais atenção e evitem ainda mais acidentes.
Para F., não há como explicar o porquê de o aparelho da Visconde liderar o ranking em 2017 e ter sido ultrapassado pelo da rua Plácido Hugo de Oliveira no final do ano. Segundo ele, não é possível-prever o comportamento das pessoas no trânsito.
VALORES ARRECADADOS E MULTAS POR AGENTES
Somente no ano passado, aproximadamente 3 mil acidentes com vítimas ocorreram em Joinville na área urbana. Segundo o diretor do Detrans, a meta é, em cinco anos, diminuir o número para 2 mil. Além das multas registradas pelos radares, ainda há mais 50 mil que foram computadas pelos agentes de trânsito, totalizando cerca de 274 mil autuações em 2017. As multas geraram uma arrecadação de pouco mais de R$ 30 milhões.
" Este dinheiro é basicamente investido em três áreas: fiscalização (equipamentos e agentes têm um custo); a parte administrativa (cadastro dessas infrações e registro dos pontos nas carteiras dos condutores, por exemplo); e a sinalização viária e prevenção de acidentes (manutenção de sinaleiras, faixas de pedestres e investimento em educação no trânsito, como a Escola Pública de Trânsito)" esclarece.
Em Joinville, há aproximadamente 400 mil veículos cadastrados. O diretor explica que, do total de condutores, somente 30% deles tiveram autuações, e apenas 5% deles representam 90% do total de multas registradas.
Cerca de 5.200 dos condutores multados solicitaram recurso às autuações registradas em 2017. O maior índice dessas defesas é solicitado para multas expedidas por agentes de trânsito.
" A percepção de fé pública do agente fiscalizador é um pouco difícil por parte da população. Por exemplo,"o agente disse que eu estava falando no celular, mas ele só viu?. Para as pessoas, não tem nenhuma -comprovação. Já nas multas dos radares tem a prova, a imagem do veículo" avalia.

Fonte: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/joinville/noticia/2018/02/cinco-radares-de-joinville-sao-responsaveis-por-21-das-multas-10140197.html

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NSC promove debate sobre a violência nas estradas

As páginas do DC e do NSC Total no Facebook transmitem ao vivo nesta quinta-feira, a partir das 14h, um debate entre autoridades e jornalistas da NSC Comunicação dentro do projeto Radar da Violência nas Estradas, que registrou 55 mortes em 20 dias de monitoramento. Estará em discussão soluções para diminuir os acidentes de trânsito nas rodovias de Santa Catarina. Você também pode acompanhar ao vivo pela rádio CBN Diário.

O debate será dividido em três blocos: autoridades (PRF e PMRv), infraestrutura (DNIT e Deinfra) e socorristas (Samu e bombeiros). A iniciativa Radar da Violência nas Estradas envolveu 38 profissionais dos veículos da NSC.
A reportagem apurou o número de mortes nas estradas do Estado entre os dias 22 de dezembro de 2017 e 10 de janeiro de 2018. O Radar da Violência monitorou e registrou os casos de vítimas encaminhadas para os hospitais e que não resistiram aos ferimentos, diferentemente das polícias, que registram apenas os casos de morte no local. No total, foram 55 mortes, média de 2,7 por dia.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2018/02/nsc-promove-debate-sobre-a-violencia-nas-estradas-10139279.html

Família de Corupá, no Norte de SC, luta para superar perda da mãe em acidente na BR-280

I. S. S., 50 anos, foi uma das 55 vítimas registradas nas rodovias de Santa Catarina entre 22 de dezembro e 10 de janeiro

Era uma noite movimentada no posto de combustível em que H. S., 53 anos, trabalha em Corupá. Sábado, 21h30min, quando um novo carro chegou para abastecer com uma notícia que é rotineira aos ouvidos dos frentistas da região: havia acabado de ocorrer um acidente na BR-280.
– E olha, pelo jeito que ficaram os carros, acho que morreu todo mundo – disse o motorista a H..
Seria uma informação corriqueira se ele não tivesse recém desligado o celular de uma ligação com a filha, C., de 20 anos. Ela havia avisado que I. S. S., 50 anos, esposa de H., mãe de C. e de outros cinco filhos com idades entre 26 e 11 anos, havia sofrido um acidente na rodovia e sido encaminhada para o Hospital São José de Jaraguá do Sul.
A filha tentou disfarçar a gravidade da colisão, que ocorreu entre um Fox com placas de Corupá e um Corsa de Cascavel (PR), no qual estava I. e duas colegas de trabalho, mas H. já sabia, antes de chegar no hospital, que aquele era o fim de uma história de amor e dedicação iniciados há 25 anos,  quando ele a viu em uma festa e a timidez não permitiu que se aproximasse na hora.
– Então eu mandei uma carta para ela, me apresentando, falando da minha intenção. E ela respondeu que eu podia ir lá na casa dela, para conversar com o pai dela e a gente namorar – recorda.
I. havia crescido ajudando a família na agricultura em Corupá. Mas, depois que casou e foi morar em Jaraguá, passou a trabalhar como passadeira em confecções da região. Naquela noite de 2 de dezembro, ela havia ido a uma pizzaria com as colegas de trabalho para uma reunião de encerramento do ano. Havia ido ao salão de beleza, arrumado o cabelo e pintado as unhas de vermelho e, apesar da animação pela qual era conhecida, sempre empolgando o grupo, chegou ao jantar já com vontade de ir para casa.
– As amigas disseram que ela falou: "Vamos comer e depois vamos embora". E que, realmente, puxou o grupo para saírem cedo – conta a filha mais velha, K..
As amigas voltavam da festa quando o Corsa, passando pelo km 69, fez uma conversão à esquerda e cruzou a frente do Fox em que estavam I., M. G., 18 anos, e a condutora S. G., 39 anos. O veículo, segundo o policial militar registrou, teria invadido a contramão para acessar uma via rural. Os veículos colidiram frontalmente, com o Fox sendo atingindo, posteriormente, no lado em que I. estava sentada, no banco de trás.
– Ela não estava usando cinto de segurança, apesar de sempre ter sido muito cuidadosa. Agora, toda vez que sento atrás, coloco o cinto, e meus amigos dizem que fazem o mesmo. O que aconteceu com ela conscientizou todo mundo que a conhecia – conta K..
Local tem acidentes com frequência
Quando H. chegou ao Hospital São José, não deu tempo de ter esperanças. O primeiro pedido que ele recebeu foi para preparar os documentos necessários para fazer a retirada do corpo do IML. Mesmo assim, precisou ir para casa e passar a madrugada acordado com os filhos antes de conseguir iniciar os preparativos do velório. E, nos dias seguintes, mesmo quando o filho caçula completou 11 anos, apenas 10 dias após a morte de I., e quando o Natal chegou, eles precisaram aprender a conviver com o vazio que ela deixou na casa.
– Ela era muito agitada, até nervosa. Não conseguia ficar parada. Trabalhava de diarista de manhã e à tarde ia para a fábrica. Eu dizia para não trabalhar tanto, mas ela queria dar o melhor para os filhos – conta H..
Segundo ele, o local onde o acidente com I. ocorreu tem colisões e mortes com frequência. Foi perto dali, no km 71, que em outubro de 2017 M. A. B., o professor M., e a dona de casa S. M., morreram depois que seus veículos colidiram; e um menino de 15 anos, E. L., foi atingido por um veículo quando andava de bicicleta e morreu no local. Também na BR-280 ocorreram três dos quatros acidentes registrados na região Norte entre 22 de dezembro e 10 de janeiro, período em que os veículos da NSC Comunicação realizaram um levantamento dos acidentes com mortes nas rodovias federais e estaduais de Santa Catarina.
Radar da violência nas Estradas
A iniciativa Radar da Violência nas Estradas envolveu 38 profissionais dos veículos da NSC Comunicação. Desde 22/12/2017, jornalistas acompanharam o número de vítimas nas rodovias estaduais e federais de SC até 10/1/2018. Diferentemente dos dados oficiais das polícias, que registram apenas casos de morte no local, a reportagem também monitorou as vítimas que morreram nos hospitais.
Repercussão
Nesta quinta-feira, das 14h às 16h, a CBN Diário e o Facebook do AN trazem debate sobre o tema dividido em três rodadas: autoridades (PRF e PMRv), infraestrutura (DNIT e Deinfra) e socorristas (Samu e bombeiros).

Fonte: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2018/02/familia-de-corupa-no-norte-de-sc-luta-para-superar-perda-da-mae-em-acidente-na-br-280-10139197.html