Trânsito

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Estudo comprova que idosos estão em risco no trânsito brasileiro

Estudo realizado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, em parceria com a Divisão de Engenharia de Transportes e Mobilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), analisou a relação entre o crescimento da população a partir de sessenta anos no Brasil e qual o impacto nos acidentes de trânsito.

Os números são assustadores. Conforme a publicação, os idosos estão mais expostos, e consequentemente, são as maiores vítimas fatais como pedestres, representando 36% do total de atropelamentos registrados no país. Entre os idosos, os ciclistas representam 28% dos óbitos, seguido dos condutores de veículos (16%) e motociclistas (6%), segundo dados compilados no estudo, cuja origem dos dados são do sistema Datasus.
Os números por estado
Segundo o ONSV, a taxa total de óbitos por acidente de trânsito no Brasil em 100 mil habitantes (incluindo todas as faixas etárias) foi de 18,12 em 2016. Já a taxa nacional de óbitos entre os idosos, em 100 mil habitantes, foi 35% maior no país, ou seja, de 24,60/ 100 mil habitantes, no mesmo período analisado. Isso reforça que o risco de morte no trânsito entre os idosos é maior do que para o restante da população e deve ser observado.
Vale destacar ainda que muitos estados brasileiros apresentam valores muito acima da média – atingindo uma taxa de mais de 70 mortes por 100 mil habitantes idoso.
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins são os estados brasileiros que apresentam pior desempenho na garantia de segurança nos deslocamentos da população idosa, com índices de 40 a 76 mortes por 100 mil habitantes.
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará, Rondônia, Amazonas e Acre vem em um bloco intermediário, mais extremamente alto, com índices de 20 a 40 mortes de idosos em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes.
Já Amapá, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo são os estados mais seguros para os idosos no que se refere à mobilidade urbana, com índices de 16 a 20 mortes de idosos em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes.
O que fazer?
Além de ter que se adaptar a uma nova realidade, pois muitos desses idosos viveram num tempo em que o trânsito era muito mais sossegado, outros fatores contribuem com essa fragilidade apontada pelas estatísticas, como o processo natural do envelhecimento.
“A visão, a audição, o equilíbrio são afetados e ainda há o enfraquecimento dos ossos e da musculatura. Essas situações afetam a capacidade cognitiva do idoso, que é fundamental para enfrentar o trânsito”, explica E. P., pedagoga e especialista em trânsito.
De acordo com pesquisa realizada pela Direção Geral de Tráfego (DGT), da Espanha, os principais problemas enfrentados por idosos, como pedestres, são distinguir a cor das luzes e perceber a velocidade efetiva dos veículos na via, além da distração, presente, com mais frequência, nos idosos acima de 70 anos.
De acordo com a pesquisa os pedestres idosos enfrentam um conjunto de obstáculos nas ruas. Dentre eles estão o excesso de velocidade do veículo, a condução imprudente e, em muitos casos, o curto espaço de tempo do semáforo para pedestre.
Segundo E. P., alguns cuidados simples podem evitar acidentes e contribuir com um trânsito mais seguro e humano. “Para trafegar na via, o primeiro é escolher um sapato adequado e tomar muito cuidado com buracos ou locais acidentados. Para atravessar a via, o idoso deve esperar o sinal do pedestre ficar verde e, se necessário, pedir ajuda para outra pessoa. Além disso, nunca deve parar no meio do cruzamento e atravessar em linha reta. Se estiver andando pela calçada, evitar ficar próximo ao meio-fio, pois alguma queda pode levar o idoso a cair na via, perto dos carros”, aconselha.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos próximos oito anos, a parcela de idosos na população brasileira passará dos atuais 11% para 14,6%. Já em 2060, os indivíduos com 60 anos ou mais de idade representarão mais de 25,5% dos brasileiros.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/estudo-comprova-que-idosos-estao-em-risco-no-transito-brasileiro/

As motos são as principais causadoras de mortes no trânsito. Veja dicas para evitar acidentes!

Veículo é que o mais mata no trânsito; educação ajuda a reduzir tragédias

Apesar de corresponderem a apenas 27% da frota de veículos no Brasil, as motos são as principais causadoras de mortes no trânsito. Dados de 2016, compilados pelo Ministério da Saúde, revelam que dos 37.345 óbitos, 12.036 foram de motociclistas, o que representa 32% do total. O número sofreu uma queda de 4% em comparação com 2012, e ainda causa preocupação entre as autoridades e especialistas. Falta de habilitação, de equipamentos de segurança, uso de forma incorreta e desrespeito entre motoristas e motociclistas são as principais causas dessas mortes, de acordo com o especialista na área de trânsito e transporte, A. M..
“Qualquer acidente de moto, via de regra, é um acidente grave, vai ter alguma sequela, algo considerável. O grande problema que nós temos, principalmente no interior do País, é o que o motociclista não usa capacete, muita gente pilota com mais três ou até quatro pessoas em uma moto”, afirma.
Outro problema destacado por A. é a relação agressiva entre motociclistas e motoristas. “É comum ver ciclistas que não respeitam a sinalização por mudança de faixa, por exemplo, e motoristas que não mudam de faixa quando vão ultrapassar uma moto”.
O caminho para mudar essa realidade, na avaliação do especialista, passa pela fiscalização e a educação. “Além das ações do poder público, o motociclista precisa ter consciência quando estiver pilotando e os motoristas devem respeitar quem está sob duas rodas”, diz.
Habilitação
O processo de habilitação para motos (categoria A) começa com a abertura do processo em uma clínica habilitada pelo departamento de trânsito do estado. Para iniciar esse processo é preciso ter 18 anos ou mais; saber ler e escrever; ter documento de identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF). Quem cumpre esses requisitos, passa por uma avaliação psicológica, além de realizar exames físicos e mentais. Em seguida, o candidato aprovado nessa etapa faz um curso teórico.
Terminado o curso, é aplicado um exame no qual é preciso acertar 70% das questões. Depois, há um curso de direção em ambiente fechado. Por fim, o candidato passa por um exame de direção em via também em circuito fechado. Para ser aprovado, é preciso não cometer nenhuma falta eliminatória nem atingir mais de 3 pontos nas demais.

Confira algumas dicas para evitar acidentes com moto:

  • Tenha habilitação e habilidade para conduzir uma moto
  • Respeite a sinalização de trânsito
  • Pratique a direção defensiva
  • Utilize vestuário de proteção, como capacete e luvas
  • Realize manutenção preventiva na moto
  • Não conduza sob o efeito de álcool e outras drogas
As informações são do Ministério da Saúde e do Denatran

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/moto/as-motos-sao-as-principais-causadoras-de-mortes-no-transito-veja-dicas-para-evitar-acidentes/

Saiba como identificar problemas comuns no sistema de freio

Pedal mais baixo ou mais pesado é sinal de que pode haver comprometimento em algum componente do sistema de freio

Um dos sistemas fundamentais no veículo, o sistema de freio, responsável por retardar ou parar o movimento do automóvel, garantindo a segurança no trânsito, deve estar sempre em boas condições para não ocasionar acidentes. Por isso, é preciso ter atenção não só à manutenção preventiva, mas também ficar atento aos indícios de problemas.
“Se ao pisar no pedal, ficar duro, pesado, é indicador que o multiplicador de forças ou servo freio não está em boas condições”, explica J. S., gerente de qualidade e serviços da Nakata.
Ele explica que pode ser um problema de estanqueidade da mangueira, que liga o servo freio até o motor, ou as câmaras do servo freio sem vedação, entre outras causas.
Quando o pedal fica baixo, ou seja, chega a tocar o assoalho, ele cita que o problema pode ser vazamentos no cilindro mestre, nas tubulações rígidas ou flexíveis, na pinça de freio ou no cilindro de roda. “São fatores que podem baixar o fluido de freio e o pedal”, enfatiza. Já a vibração no volante, ao pisar no pedal, pode ser consequência de discos de freio ou cubos de roda empenados.
S. esclarece ainda que quando o pedal se torna esponjoso, ou seja, mais baixo e fofo, pode ser indício de ar no sistema. “Quando o fluido de freio envelhece, também pode provocar este tipo de problema”, ressalta.
Ele recomenda também fazer a verificação das condições das pinças de freio, caso ocorra desvio de trajetória ao pisar no freio.
As informações são da Assessoria de Imprensa

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/saiba-como-identificar-problemas-comuns-no-sistema-de-freio/